Blog de coxipodaponte


16/07/2008


DE SALVATORE CACCIOLA PARA O TUCANATO:

 

 

__ Eu vou, mas volto! E minha vingança será maligna!

 

 

Alberto Bilac

 

Escrito por Alberto Bilac de Freitas Nobre às 22h17
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13/07/2008


O Julho da Justiça

 

 

 

* Vladimir Aras

 

Perdi algumas horas a mais de sono esta noite, além das que me têm sido adoravelmente furtadas por minha filhinha recém-nascida, e naveguei. No mar digital, há uma indignação generalizada com as decisões de Gilmar Ferreira Mendes sobre a Operação Sathiagraha. 

Lendo os blogs de política (Azenha, Frederico, Josias, Nassif, PHA) e os diários on-line vi várias centenas de mensagens de pessoas de todas as partes do País que não se conformam com os tortuosos alvarás em habeas corpus concedidos pelo ministro GFM. Não se trata de inconformismo de partes vencidas ou de uma jamais vista união de corporações contra um presidente do STF. Muitos brasileiros estão muito mais do que revoltados com o que se viu. Com esse foro por prerrogativa de classe social. Outros cidadãos são sarcásticos com o STF e apontam-lhe mazelas anteriores: Maluf e Cacciola. Dezenas mostram-se perplexos. Mas a maioria revela que perdeu de vez a crença na Justiça do Brasil. E isto é ruim para todos nós. 

Estão trincados os cristais desse Olimpo, onde Zeus atende pelo prenome de Gilmar. Somente os bajuladores, os ingênuos e os cínicos não o perceberam. Queiram ou não, nos últimos dias GFM deitou uma mácula indelével em sua presidência no STF, que é agora tido pela Nação como um tribunal de ricos, uma corte de privilegiados, como eram as cortes absolutistas, sem igualdade ou outros pudores republicanos. Foi desmascarada a farsa dos ritos legais, que muitos juristas só utilizam para ocultar engodos judiciários, ou para protelar decisões úteis à sociedade, deixando-as para as calendas gregas. Têmis-Justiça tirou sua venda e a colocou na boca de Daniel Valente Dantas. “Não fale!”. E todos se calaram, a começar pelos covardes. Outros aplaudiram. Na primeira fila, como beneficiários da misericórdia da cúria, estavam os cortesãos e os comensais de sempre, os tubarões e as rêmoras. Se não confiássemos na probidade de nossos ministros, os espectadores desavisados poderiam querer dar razão a Tobias Barreto, que costumava invectivar contra situações de compadrio, dizendo preferir uma Justiça “peituda e vendada” a uma justiça “peitada e vendida”. 

O fato é que os cidadãos fomos vítimas da vaidade e do voluntarismo de quem, como mau sacerdote, invoca em vão e de forma seletiva o santo nome do Estado de Direito. Não foi o Juiz Federal o atingido. Não foram o Ministério Público e a Polícia os ofendidos. Fomos nós cidadãos. Um Nero não nos envergonharia tanto quanto nos envergonhou o ministro GFM, ao nos esbofetear à luz do dia com artimanhas mal-ajambradas, como se não fosse ele um reconhecido constitucionalista; como se fosse um jurista escolado nos desvãos da vida pública. Pois ele abandonou o rito, olvidou a forma, descumpriu a liturgia. Rasgou os códigos. Os fatos, estes sim retumbantes e espetaculares, foram ignorados sem solenidade por alguém que deveria ser o esteio da credibilidade da Justiça. Foram mandadas à lama todas as premissas com as quais labutamos todos os dias. Com isso, GFM também aniquilou muitas das certezas técnicas que cultivamos à sombra do ideal de eqüidade. Pior do que tudo isso, GFM vampirizou nossa energia, subtraiu de nós uma porção significativa de fé, de fé no que fazemos. 

Em meio aos lamentos de classe, ao desânimo profissional e às angústias de cidadão, assistimos aos lastimáveis "deixa disso" e “abafa o caso” vindos de uns poucos jornalistas, de argumentos jurídicos tão sólidos quanto um pudim num terremoto. Vemos também alguns profissionais desorientados e outros financeiramente guiados, em regra mercadores do Direito, defenderem o indefensável: que há correção na supressão de instâncias, num salto triplo digno dos jogos olímpicos que se avizinham; que não havia motivos para a prisão do banqueiro corruptor (que outros mais queriam?); que a verborragia do ministro não o incapacitava a decidir; e que não houve atentado contra a independência judicial, este que é um dos mais valiosos suportes de uma democracia. 

Confesso que desanimei. O choro de minha filha me tirou do transe astênico, e pude ver que, longe dos corporativismos próprios de um embate como este, os cidadãos comuns já faziam surgir novo alento. Pontos de protesto espalharam-se pelo ciberespaço. Pontos de luz. 

O descontrole emocional do ministro GFM não é de hoje. “Manicômio judiciário”, “Ministério Público nazista” e “Polícia gângster” são adjetivos que ele apôs às instituições brasileiras. Na Operação Sathiagraha, sua falta de decoro alcançou limites não imaginados. GFM é muito pequeno para o assento que ocupa, já denunciava Dallari. Agora, a raiva cívica está aí. 

Neste mês de inúmeras efemérides, em que se comemoram em uma só quinzena o dia da Libertação Nacional, na Bahia (O Dois de Julho), a Independência norte-americana no 4 de Julho e a Revolução Constitucionalista de 9 de julho de 1932, vimos o eclipse de utopias que cultivamos com o mesmo desvelo de quem embala um bem amado. Findamos a semana tendo de presenciar, em pleno Dia da Pizza, a iniqüidade refestelar-se nos salões da Suprema Corte. Mas o dia 14 de Julho logo virá. Quem sabe possamos ter, diante do STF e dos tribunais do Brasil, uma mobilização cívica contra a impunidade, algo com um dia da Bastilha?

 

Alberto Bilac de Freitas

 

Escrito por Alberto Bilac de Freitas Nobre às 20h20
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10/07/2008


OPERAÇÃO SATYAGRAHA - OS INTESTINOS DO BRASIL

 

 

*Bob Fernandes

 

Os intestinos do Brasil.

 

A Polícia Federal trabalhou duramente para que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal não queria, de forma alguma, que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal fez tudo para que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal fez tudo para que Daniel Dantas não fosse preso.

A Polícia Federal trabalhou contra a Polícia Federal.

Esse é mais um capítulo do mergulho nos intestinos do Brasil. Estão presos o banqueiro do Opportunity, o megaespeculador Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta e outros 17 dos 21 que tiveram a prisão decretada. É quarta-feira, 9 de julho.

Nas telas, ondas, bits e páginas, a futebolização de sempre: aplausos entusiasmados, críticas ferozes à ação da polícia. O que ainda não chegou à tona é a verdadeira história dessa gigantesca ação policial, da encarniçada batalha que se travou nos setores de Inteligência, na Polícia.

O que se narra aqui são cenas, é o contorno dessa batalha, mas antes é preciso lembrar que este é apenas mais um capítulo.

Crucial, decisivo para que se entenda o todo, o que se movia, se move - e se moverá -, mas apenas mais um capítulo no enredo da maior disputa da história do capitalismo brasileiro, disputa essa que carrega em si o esteio, a sustentação do poder. Do Grande Poder.

O delegado Protógenes Queiroz comandou as investigações no último ano. Antes dele, ao tentar seguir a pista da organização comandada por Dantas, outros delegados fraquejaram. Ou desistiram, ou...

Protógenes foi conduzido ao comando da investigação sigilosa pelo então diretor geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, hoje chefe da Agência Brasileira de Inteligência, Abin. Paulo Lacerda queria e autorizou a operação até deixar a direção da PF.

Um dia, convidado pelo presidente Lula, Lacerda foi para a Abin. Em seu lugar assumiu Luiz Fernando Corrêa, que chefiava a Força Nacional de Segurança Pública. Luiz assumiu com fama de amigo de José Dirceu.

Se era ou se não era, se suas relações vinham apenas da proximidade no trabalho de segurança da PF ao candidato Lula em eleição anterior, é uma outra questão, mas o fato é que Luiz Fernando chegou ao cargo com essa fama: amigo de José Dirceu.

Logo ao assumir, o diretor da PF quis mais informações sobre que investigação seria aquela relativa aos negócios e métodos de Daniel Dantas. Normal. Parte das suas atribuições de comando.

O delegado Protógenes, por seu lado, ofereceu explicações genéricas, mas guardou o que era secreto, segredo de justiça.

Normal. Manhas de um tira brilhante, esperto, do policial que prendeu Paulo Maluf, o contrabandista Law Kin Chong, que pôs na marca do pênalti o Corinthians da MSI, Kia Joorabichian e Dualib, que investiga para a FIFA as lavanderias do futebol mundo afora.

Normal, em meio aos rumores sobre vazamentos na investigação e, pior, propinas. Subornos em favor de Dantas.

Na diretoria de Inteligência, um aliado do diretor geral na busca de informações amplas sobre o núcleo das investigações: o delegado Daniel Lorenz.

Protógenes Queiróz é duro na queda. Primeiros embates, e a operação Satiagraha perde estrutura. O comando esvazia parte da logística; retira agentes e peritos, encolhe a sala, asfixia as investigações....o corriqueiro nos jogos de guerra.

O jogo é maior, muito maior. As pedras se movem. Ao diretor da Polícia Federal chega o recado. Suave, mas direto: as investigações devem prosseguir.

Fim do ano. Mídia afora, o festival de plantações, versões. A batalha, que é política, comercial, policial, segue seu leito também nas telas, ondas, bits e páginas. Véspera do Natal. Estranhíssima entrevista do diretor geral.

Luiz Fernando Corrêa escolhe o encarte semanal "Brasília" do jornal mineiro Hoje em Dia para mandar um recado em forma de entrevista. Manchete:

-Cada geração tem um papel a cumprir. Cumpriu, sai fora!

Até o vidro fumê do edifício sede da PF em Brasília captou a mensagem e os destinatários: Paulo Lacerda e antigos delegados que comandaram a Polícia durante 4 anos e 8 meses do governo Lula.

Para não haver dúvidas, a capa do tablóide berrou:

-PF dividida.

Véspera do Natal, peru, nozes, vinhos, poucos civis devem ter lido. Mas a polícia inteira leu. Comentou, discutiu. E mesmo o mais desatento agente sacou que a barca do delegado Protógenes Queiroz, fosse qual fosse, não era uma boa aos olhos da direção.

Parênteses. Daniel Dantas e os seus comemoravam, vibravam a cada boa notícia. Sim, o que não faltou nesse enredo foi notícia. Capas e capas.

O carnaval se foi. E um fato: a repórter quer falar com o delegado Queiroz. Quer informações sobre uma investigação que envolveria Daniel Dantas e o Opportunity. Apreensão, no início de abril - e isso são fatos. Objetivos. Conhecidos desde então: a repórter vai publicar o que tem se não for recebida.

A situação se agrava. Por ordem do comando, o delegado Protógenes Queiroz perde quase toda a logística. Fato registrado, inclusive, em imagens: a sala sendo esvaziada, a tralha tecnológica removida.

Queiroz começa a fingir que a operação faz água. Cede, aceita conversar com a repórter; Andréa Michael, da Folha de S.Paulo. Mas faz uma exigência aos superiores: quer a presença do diretor geral, Luiz Fernando Corrêa, e de Lorenz, o diretor de Inteligência.

Corrêa não vai, manda alguém da comunicação social. Lorenz, presente. Na conversa, o delegado Queiroz contorna, tergiversa, despista, e guarda tudo o que disse e o que não disse.

Sábado, 26 de Abril. Anunciado o acordo das teles, vem aí a BrOi. No caderno "Dinheiro", da Folha, em quase meia página a repórter Andréa Michael relata os contornos de uma operação a caminho, destinada a prender Daniel Dantas.

Domingo, 27 de Abril. A operação está morta. Protógenes Queiroz faz dois movimentos. Primeiro, na véspera, a ligação para Lorenz, que está no Chile. Cobra a conta da conversa com a repórter, quando apenas despistou. Este diálogo, de parte a parte, não é bom.

Segundo movimento: Queiroz, para efeito externo, dá a operação como morta. Para efeito interno, os fatos incendeiam agentes, peritos e delegados envolvidos numa operação cada vez mais secreta.

Segue a semana. Queiroz é comunicado. Não há, não haverá mais logística alguma. Caso encerrado. Caso que o diretor geral e o diretor de Inteligência seguem a desconhecer em sua essência e mesmo os contornos.

O delegado está solto no espaço.

Uma outra rede conecta-se, subterrânea, solidária. O outro lado da polícia trabalha, secretamente, pela Satiagraha, a "firmeza na verdade" de Gandhi.

Notas em colunas, sites. Chutes, bravatas, cascatas, desinformação. A operação é adiada. Uma, duas, três vezes.

O delegado Protógenes Queiroz é monitorado, vigiado. Pela Polícia Federal. E sua equipe contra-ataca: vigia, monitora, flagra e registra, os movimentos dos monitoradores da própria PF.

Daniel Dantas e os seus estão tensos. Em dúvida: acabou, ou não acabou? Na dúvida, encaminham ao Supremo Tribunal Federal um pedido de habeas corpus preventivo, para Dantas e a irmã, Verônica.

Daniel Dantas morde a isca. Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom e o amigo Hugo Chicaroni são os intermediários. A oferta é feita ao delegado Vitor Hugo Rodrigues Alves.

Na churrascaria El Tranvia, bairro de Santa Cecília, São Paulo, o ensaio para o acordo final: US$ 1 milhão.

Como sinal, duas parcelas, uma de 50 e outra de 80. Pagamento futuro em duas de US$ 500 mil. Encontros e acordos fechados em 18 e 26 de junho. Para livrar a cara dos Dantas.

Há algo no ar. Frases soltas.

Gilmar Mendes é o presidente do STF. No meio da semana, pós-São João, desponta nas telas, um tempão nos telejornais, nas manchetes do dia seguinte. Refere-se a informações vazadas por policiais, uma "coisa de gângsters", e ao "terrorismo lamentável".

A fala ecoa. Cada um entende como quer. Críticas gerais às interceptações telefônicas (mesmo às autorizadas judicialmente).

Julho chegou. Fim de semana. Notas, boatos... Daniel Dantas está em Nova Iorque... Daniel Dantas aguarda o habeas corpus para voltar ao Brasil...

Sete de Julho. O delegado geral, Luiz Fernando Corrêa, que até a véspera nada sabia sobre a verdadeira extensão de Satiagraha, quer agora saber de tudo. De tudo, não saberá. Extrema tensão. Como há um mês, no Rio de Janeiro.

Agentes da equipe de Queiroz seguiam gente dos Dantas, pelas ruas do Rio. A polícia foi chamada, quase um confronto até o esclarecimento "somos da PF" e o despiste numa operação banal qualquer. Mas a queixa subiu.

Chegou ao diretor geral da PF, a Heráclito Fortes (DEM-PI) no senado e ao advogado geral da União, José Antonio Toffoli, adentrou o Supremo Tribunal.

Seis da manhã, 8 de julho. Avenida Viera Souto, Ipanema, Rio de Janeiro. Daniel Dantas está preso.

Furacão na mídia, por todo o dia. À noite nos telejornais e no dia seguinte, este 9 de julho, a repercussão.

Gilmar Mendes, o presidente do STF, ataca a "espetacularização das prisões, incompatível com o Estado de Direito", critica duramente o pedido de prisão, negado, contra a repórter da Folha de S. Paulo:

-...isso faz inveja ao regime soviético...

Frases soltas no ar.

Miriam Leitão, a comentarista econômica, também está no ar. Na rádio CBN, Miriam conversa com Carlos Alberto Sardenberg.

Meio dia e quarenta. Miriam diz não ter entendido direito porque Daniel Dantas foi preso. Afinal, constata, as acusações são inconsistentes, "coisas do passado", e é preciso que a Polícia Federal explique melhor por que fez essa operação "com tamanho estardalhaço..."

Miriam se vai. Sardenberg chama os comerciais, não percebe que o microfone está aberto, e deixa escapar:

-...ela tá esquisita, não?

Frases soltas no ar.

Daniel Dantas está preso. Esse, o policial, é mais um capítulo da operação que chegou aos intestinos do Brasil.

Fonte: Terra Magazine

 

Roberto Ilia

Escrito por Roberto Ilia às 22h01
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ODE AO MINISTRO GILMAR MENDES, DO STF, O QUE SOLTOU DANIEL DANTAS

 

Tomado de profunda comoção, faço uma paráfrase do poema "piterodantojaras", do grande poeta webiano Plácido, e a dedico ao ilustre Gilmar Mendes:

 

Piterotogojaras

 

Os "tais ministros"
e suas togas lôdas
Acusam estocada baçal
Fel esverdeam-lhes
os lábios trêmulos.
Olhares rútilos, apreensivos,
temem pela cobrança,
da fatura que virá, que eu vi.
Suas penas alugadas
na madrugada, alforriam o Orelhudo
Liminar moribunda.

Dobram-se, as cacundas e as togas,
ao morno bafo de esgotos
que os acolhem putrefazes.

 

Roberto Ilia Fernandes

Escrito por Roberto Ilia às 10h22
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08/07/2008


POLÍCIA FEDERAL PRENDE DANIEL DANTAS, O DÂNDI DO TUCANATO

 

Numa operação chamada de Satyagraha, a Polícia Federal do Brasil prendeu, na manhã de hoje, o banqueiro, financista e espião na horas vagas, Daniel Dantas. Em nota, a PF afirma que coletou provas de que Daniel Dantas chefiava uma megaorganização criminosa, especializada em formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, entre outras.

Seria tudo dentro do normal e do previsível, caso Dantas fosse um reles banqueiro/bandido. Mas não é. Daniel Dantas ocupou nos dois desastrosos governos de FHC, um posto de destaque e de relevo, que lhe permitia acesso aos intestinos da privataria fraudulenta da era fernandina. E por isso ficou milionário. Andando "no limite da irresponsabilidade" confessada por Ricardo Sérgio, o operador da banda-podre do tucanato (se é que possuem alguma banda boa), Dantas alavancou o seu "Opportunity Fund" aos píncaros da glória financeira e instalou suas ventosas na boca do caixa das privatizações tucanas. E ficou mais milionário ainda.

Por isso, hoje é um dia especial. Trancafiado numa cela da Polícia Federal, Dantas nos mostra, diáfano, a resposta a uma pergunta que não quer calar: onde foram parar os bilhões de dólares das privatizações da ruinosa era tucana? Dinheiro público que saiu do meu, do seu, do nosso bolso? Nos bolsos do maganão Daniel Dantas, o Dândi do tucanato. E que hoje ascendeu ao seu lugar merecido: a cadeia. Esperamos que muita gente o acompanhe!

Parabéns ao delegado federal Protógenes Queiroz e a seus 300 agentes federais. Hoje, vocês encheram os brasileiros de orgulho!

 

Roberto Ilia Fernandes

ps* Sobre esses dias de ira para o universo dantesco, garimpei na blogosfera essa pérola de poema:

Enviado por: Plácido



Piterodantojaras

Os "tais jornalistas"
e seus mídios lôdos
Acusam estocada baçal
Fel esverdeam-lhes
os lábios trêmulos.

Olhares rútilos, extasiados,
buscam por um chão,

outrora sólido.
Suas línguas cambaleantes

espameam-se em reflexos clichês
Verve moribunda.
Dobram-se fetais ao
morno bafo de esgotos
que os acolhem putrefazes.

 

Roberto Ilia

Escrito por Roberto Ilia às 22h49
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05/07/2008


SALVATORE CACCIOLA PARA O TUCANATO: A CASA VAI CAIR!

Desculpem a redundância, mas antevejo dias bicudos para as aves de bico grande.

 

Igor Romanov

Escrito por coxipodaponte às 15h37
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04/07/2008


GENTE NOVA NA BLOGOSFERA

 

 

Recebo post do blog Guerrilheiros Virtuais, de Cuiabá. O blog, tocado pelo Luiz Antônio Settineri, o Saroba, e pela Hilda Suzana (foto), com posts inteligentes e instigantes, é mais um a se incorporar à rede de resistência da Blogosfera, o contraveneno do PIG.

Sejam bem-vindos, vocês que também conseguiram se libertar da Matrix midiática!

 

Igor Romanov

 

Escrito por coxipodaponte às 23h22
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24/06/2008


MEMÓRIA DA RUÍNA TUCANA

 

* Vinícius Torres Freire

 

Os tucanos seriam o partido da modernização, dizem eles mesmos. Se tal discussão não provoca o tédio imediato, pode-se achar até graça nisso. Mas, no fim das contas, não era verdade? A modernização tucana foi tão bem sucedida e o PSDB a encarnou tão bem que a forma do mal se destaca do fundo que produziu. O sucesso faz com que as idéias tucanas percam seus contornos quando confrontadas com o país modernizado: o PSDB hoje não fede nem cheira.

A "utopia do possível" do PSDB era um país mais capitalista, mas com "10% de desconto", como dizia Mangabeira Unger. Uma economia mais aberta, mas que protege a grande empresa. Um país com seu mercado de capitais e uns trocados para a escola dos pobres, para formar "capital humano!. Com mais mercado e uma "rede de proteção social" que enreda os deserdados, o embrião do Bolsa Família. Com privatização e politização dos negócios privados.

O filme do PSDB era um roteiro adaptado da arenga do Banco Mundial. Era um grupo de políticos menos selvagens e de tecnocratas mais capazes, encapsulados num saquinho de chá metido no balde d'água ainda mais sujo da política partidária brasileira. Mudou muito pouco do mar de desigualdades de poder, renda e educação. Mas o saquinho de chá tucano se dissolveu no balde.

A tecnocracia tucana ouviu a própria pregação do empreendedorismo e retirou-se, em especial na finança. Restaram os caciques e a "aliança com o atraso, instrumento do avanço", tal como era racionalizado o pacto com PFL e PMDB, o de sempre, de Sarney a Lula.

Hoje, o PSDB tem um governador denunciado à justiça (Teotônio Vilela, Alagoas) e amigão de Renan Calheiros. No Rio Grande do Sul, os pedaços da coalizão tucana se acusam de bandidagem e mau-caratismo, todos aparentemente com razão. O governador tucano de Minas ameaça namorar o lulismo, chantagem que tem como objetivo confrontar o governador de São Paulo, que corre o risco de deixar como grande legado político a implantação do PFL (Democratas) no Estado, antes praga inaudita. Com os anos, aparecem os esqueletos corruptos do partido, vide o caso Alstom.

O neotucanato é a direita que não ousa dizer seu nome, o alckmismo, que deixou a gestão do Estado em estado de choque, vide o desastre na educação paulista, a falácia da responsabilidade fiscal e a inanidade do desenvolvimento estadual durante o governo Alckmin. No campo das "idéias", a liderança tucana no Congresso faz chacrinhas sobre responsabilidade fiscal, mas vota anônima e unânime a favor de projetos que estouram o orçamento público. Se passa a picuinhas e vergonheiras como fingir-se de morta quando nota que as CPIs que defende se voltam também contra o próprio partido.

O último candidato tucano a presidente renegou o seu arremedo de programa e até mesmo a receita de bolo fernandina. Como o petismo-lulismo é a reprodução ampliada e pirateada do velho programa tucano e como o "choque de capitalismo" do PSDB realizou-se, a seu modo avacalhado, o tucanato nada tem a dizer que contraste com a realidade da política e da vida brasileiras. O PSDB é só uma briga de foice por um lugar no horário eleitoral gratuito.

 

Alberto Bilac de Freitas

 

Escrito por Alberto Bilac de Freitas Nobre às 21h59
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15/06/2008


EIS O VERDADEIRO CHOQUE DE GESTÃO TUCANO

Uma imagem vale por milhões de palavras. Essa aí acima sintetiza, a mais não poder, o modus operandi do tucanato. FHC, com seu jeito melífluo e sua capacidade infinita de enrolar a nação, pelos menos tinha alguma finesse. De lá pra cá, pioraram muito: ora é o Artur Virgílio, ameaçando dar uma surra no presidente da República; ora, o Antero Paes de Barros, cujas contendas domésticas ultrapassavam as margens do Coxipó e ganhavam contornos nacionais; agora, dona Yeda Crusius, que ameaça espancar a ética e a decência e arrastar todo o Rio Grande para a vala.

Tsc, tsc, tsc! Francamente! No andar da carruagem, os tucanos caminham celeremente para um harakiri político; para a auto-eliminação. O que não seria exatamente uma tragédia para o país!

 

Igor Romanov

Escrito por coxipodaponte às 21h38
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31/05/2008


UMA TEORIA QUE CORRE EM WASHINGTON FEITO RASTILHO DE PÓLVORA

 

O mapa acima elenca as bacias sedimentares brasileiras. Desde que a Petrobrás descobriu a província petrolífera do pré-sal, várias teorias vem sendo tecidas sobre as reais dimensões das jazidas brasileiras de petróleo.

Uma que chama a atenção pelo ineditismo e pelas gigantescas implicações geopolíticas e econômicas no tabuleiro energético mundial é uma que corre nos bastidores e de boca em boca dos Velociraptors do Pentágono: as reservas brasileiras das bacias sedimentares off-shores, de Barreirinhas (Maranhão) até Pelotas (Rio Grande do Sul) conteriam reservatórios grandes de hidrocarbonetos, acima da camada de sal. Mas que seriam, tais reservas, apenas a pontinha de um enorme iceberg de petróleo, que teria vazado da imensa camada de sal. E que sob a capa de sal, jazeria uma única e gigantesca jazida de petróleo leve, que a despeito da impossibilidade de uma avaliação quantitativa, estaria deixando os Falcões da era Bush com as penas eriçadas, pois poderia conter centenas de bilhões de barris, algo como a metade das reservas mundiais provadas!

Teoria alucinante e sem propósito? Pode ser. Pelo sim, pelo não, prefiro acreditar que o governo brasileiro vá investir pesadamente na reconstrução do poder operacional e dissuasório das Forças Armadas brasileiras. Nunca se sabe o dia de amanhã. 

 

Roberto Ilia Fernandes

 

*Fonte cartográfica: http://www.scielo.br/

 

Escrito por Roberto Ilia às 22h11
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23/05/2008


Nova descoberta pode elevar Brasil a potência petrolífera

 

* Do Wall Street Journal

 

O jornal americano Wall Street Journal diz em sua edição dexta sexta-feira que a nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos, anunciada na quarta-feira, "esquenta especulações" sobre a ascensão do Brasil ao grupo dos grandes exportadores globais e de que o país tem reservas suficientes para "aliviar a pressão sobre os crescentes preços do petróleo".
Segundo a reportagem, "a descoberta é a última em uma série de ações bem sucedidas da empresa, aumentando as esperanças de que o Brasil será a nova grande novidade em petróleo global".
"Com o preço do petróleo batendo novos recordes, grandes descobertas no Brasil iriam aumentar o otimismo da indústria energética de que o país poderia suprir petróleo suficiente para manter o ritmo da crescente demanda", diz o jornal.
"Nas negociações na quinta-feira, na Bolsa de Nova York, o preço do barril caiu US$ 2,36, ou 1,8%, para US$ 130,81 o barril, em parte diante da perspectiva de maior suprimento vindo do Brasil", afirma o Wall Street Journal.
Segundo o jornal, as descobertas seriam especialmente bem-vindas nos Estados Unidos, garantindo uma nova fonte de petróleo em seu hemisfério.
"O foco de atenção é a Bacia de Santos, uma série de campos de petróleo potenciais enterrados sob milhas de águas ocêanicas, terra e uma teimosa camada de sal. A perfuração exploratória em diferentes campos produziu petróleo bastante similar, alimentando uma excitante nova teoria: de que a bacia pode ser um contínuo mega-depósito de petróleo."
O jornal afirma, no entanto, que apesar do otimismo, observadores dizem que há boas razões para ceticismo.
"A exploração e a extração de petróleo em águas super-profundas são uma empreitada cara e arriscada. O sal que fica sobre os potenciais campos soma desafios técnicos porque muda de lugar e é propenso a mudanças bruscas de pressão. E apesar dos avanços na tecnologia de imagens geológicas, é impossível saber a quantidade e a qualidade do petróleo escondido em um depósito até que ele comece a jorrar - um processo que leva anos."
Mas, segundo o WSJ, os investidores não estão esperando para apostar neste potencial.
"A fatia da Petrobras negociada publicamente aumentou tanto este ano que o valor de mercado da companhia ultrapassou o de empresas de nomes conhecidos, como a General Electric e a Microsoft", afirma o jornal.
Segundo a reportagem, só com as reservas já encontradas o Brasil, provavelmente, chegaria ao topo dos exportadores latino-americanos.
"Para um país que começa a abandonar seu passado como país em desenvolvimento volátil, tanta bonança pode ser bom ou ruim. O dinheiro do petróleo vai encher os cofres do governo, mas também pode deixar o Brasil tentado a adotar hábitos esbanjadores de outros grandes exportadores de petróleo", conclui o WSJ.

É hoje que o FHC, (vulgo Farol de Alexandria e que tentou doar a Petrobras às multinacionais do petróleo) tem um calipso cardaico!
 
 
Igor Romanov

Escrito por coxipodaponte às 18h40
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19/05/2008


Os tiros da Toneleros ecoam?

 

*Por Mino Carta

 

Os esqueletos deveriam estar bem guardados nos armários e os fantasmas engolidos pelo tempo. Ou não? A oposição demo-tucana e seu porta-voz, a mídia nativa, ainda ouvem o eco dos tiros da rua Toneleros como os astrônomos o ruído do Big Bang difuso no universo. E 54 anos demonstram valer, à escuta dos opositores da nossa política, mais que os 10 bilhões, ou mais anos, percebidos em Jodrell Bank e adjacências.
A memória não é o forte das gerações mais recentes, e nem tanto. Vale a pena, portanto, recordar que os tiros da Toneleros, rua carioca, remontam aos começos de agosto de 1954 e foram dirigidos contra o grande acusador do governo constitucional de Getúlio Vargas, Carlos Lacerda. Um o atingiu no pé, outro matou seu acompanhante, o major Vaz, da Aeronáutica.
Foi o lance crucial de uma crise que vinha desde o início do governo Vargas, combatido em duelo ao último sangue não somente porque não lhe perdoavam a ditadura estadonovista, mas também, e sobretudo, a política nacionalista. À sombra de Vargas nasceram, por exemplo, Volta Redonda e a Petrobras, e leis trabalhistas que há tempo soam como obsoletas, embora à época fossem revolucionárias aqui na terrinha.
Tio Sam sempre contou com magníficos advogados na Terra Brasilis. A tocaia urdida na Toneleros por profissionais contratados pelo “anjo negro” de Vargas, númeno e fenômeno dos guarda-costas, Gregório Fortunato, é episódio digno do Oeste selvagem, e a campanha liderada pelo tribuno da aristocracia udenista, a denunciar desmando e corrupção, ganhou fôlego e substância. O Palácio do Catete, sede do governo nacional no Rio capital, segundo Lacerda, fora submergido por um “mar de lama”.
A tragédia tropical encerra-se com outro tiro, aquele do suicídio de Getúlio, direto ao coração, na noite de 24 de agosto de 1954. O povo chorou muito a morte do “velhinho” e os planos da elite foram realizados, a rigor, somente com o golpe de dez anos depois. E nem mesmo a contento de Lacerda e companhia. Rondavam o território raposas mais espertas.
Os intérpretes da pantomima dos dias de hoje, 54 anos depois, não figuram na família das raposas, embora suponham nascer do conúbio entre estas e os lobos. Creio que Dante colocaria Lacerda no Inferno. Não existe, porém, um único, escasso personagem na oposição demo-tucana que se pareça com ele, mesmo vagamente, em cultura e oratória.
Não há semelhança, tampouco a mais pálida, entre os tiros da Toneleros e o chamado dossiê anti-FHC, que devora as energias oposicionistas na tentativa de manter o assunto nas primeiras páginas. Como se deu em outras ocasiões quando se pretendeu provar que um mar de lama invade o Palácio do Planalto, o Alvorada, a Granja do Torto, a patética expectativa por uma situação capaz de derrubar Lula acaba por se esvair em sua própria fragilidade.
Não é que a mídia deixe de se empenhar no limite de seus modestos alcances. Observe-se, contudo. Apresenta-se como “dossiê” o que não passa de planilha. Atribui-se o vazamento a um burocrata menor, em conluio com outro do mesmo porte, assessor do senador Álvaro Dias, quando o vazamento é obra deste senhor, indiscutível no lance. Procura-se demonstrar uma chantagem sem que surjam os indispensáveis chantagista e chantageado. Trata-se em vão de demolir no nascedouro uma eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff em 2010, com o exclusivo resultado de torná-la a cada dia mais conhecida do Oiapoque ao Chuí.
Tem mais. Há uma identificação tão profunda entre Lula e o povo brasileiro, tamanha carga de empatia, que torna o presidente indestrutível. Investir contra ele recorda Dom Quixote da pior maneira. A oposição e a mídia demo-tucanas não vivem a demência empolgante do herói de Cervantes, trafegam é pela raivosa incompetência dos medíocres.
Lula, nas circunstâncias, é a pedra que o vento não molda e a água não fura, seja bom seu governo para o povo brasileiro, ou não. Convém neste momento cogitar apenas de outra questão: o próximo presidente, venha de onde vier, não será um ex-metalúrgico dotado de formidável carisma. E, na ausência de um líder que goza da aprovação incondicional, governar ficará mais difícil.

 

Roberto Ilia Fernandes

Escrito por Roberto Ilia às 11h37
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09/05/2008


SOBRE O DOSSIÊ DOS GASTOS DE FHC

 

Do Blog do Mello:

 

A história que nos tentam vender é a seguinte: O senador Álvaro Dias saiu do escritório, trancou a porta e voltou até a garagem para buscar o laquê que deixara adormecido no colo de seu assessor, um ex-funcionário do TCU (Tucanos Conspiram Unidos).
Enquanto isso, Zé Dirceu entrou no escritório do senador, esganou a garota, limpou os vestígios de agripino e virgílio espalhados pelo chão e saiu sem ser visto.
Quando Álvaro Dias voltou, o dossiê contra FHC havia sido jogado pela janela, enrolado num pênis de borracha.
O senador enviou o dossiê para a Veja, disse que o estavam chantageando e guardou o pênis de borracha no cofrinho como prova.

 

Alberto Bilac de Freitas

Escrito por Alberto Bilac de Freitas Nobre às 21h14
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MAIS UM COLABORADOR PARA ESTE HUMILDE BLOG

 

A partir de hoje, este blog passa a contar com a colaboração de Alberto Bilac de Freitas, de Goiânia. Após passar por um longo estágio como um leitor assíduo, Alberto vem somar com a equipe do Blog, que já conta com a versatilidade de Roberto Ilia, nordestino de quatro costados.

Seja bem-vindo, Alberto.

 

Igor Romanov

Escrito por coxipodaponte às 19h02
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08/05/2008


DOSSIÊ DOS GASTOS DE FHC FOI ARMAÇÃO DO PSDB

 

*Do Blog do Nassif

As peças se encaixam

Ontem, FHC veio com a história de que o “dossiê” sobre seus gastos era factóide. Por que isso, se permitiu que essa bobagem alimentasse a imprensa durante semanas e semanas da mais pura catarse, com ameaças de CPI, uma orquestração infernal da mídia, um patrulhamento virulento em cima de quem apontava para a armação?

Porque justo ontem? Ontem poderia ser um dia qualquer, não fosse o fato de que foi na véspera da divulgação da informação de que os dados saíram de um funcionário da Casa Civil direto para um assessor do senador Álvaro Dias.

Não foi chantagem, foi armação.

FHC sabia disso, mas só se preocupou em minimizar o episódio quando percebeu que a armação estava sendo desmascarada.

Na qualidade de publicação que recebeu a “denúncia” das mãos do senador Álvaro Dias, Veja sabia disso desde o começo e sonegou a informação sobre a origem do documento. Não era o caso de entregar a fonte. Mas, fosse um veículo com um mínimo de preocupação com a honestidade jornalística, informaria que um senador da oposição recebeu o arquivo com o material. A partir daí ficaria claro o propósito da divulgação do material. Chantagem consiste em ameaçar divulgar um arquivo e segurar ou inventar informações. Se o arquivo foi entregue a um senador da oposição, a intenção não podia ser chantagear, mas queimar a Ministra Dilma Rousseff.

Era uma denúncia com a marca da falta de credibilidade da "Veja". Acabou renascendo das cinzas com a decisão da "Folha" de, mais uma vez, ir a reboque da revista.

Faça-se um apanhado das declarações definitivas, das afirmações sobre o futuro político da Dilma, as indignações ensaiadas, a dramatização do evento, tudo em cima de uma armação. E confira-se com a repercussão amanhã.

Após as investigações fica claro uma operação com o claro intuito de queimar uma eventual candidatura à presidência da República. Qual a dose de indignação que será utilizada para definir essa armação?

 

Igor Romanov

* Até quando, Meu Deus, o Brasil irá tolerar essas armações do PSDB, sem dar um basta a tudo isso?

 

Escrito por coxipodaponte às 22h24
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